Aeroporto causa transtornos a passageiros
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Os constantes abres e fechas do Aeroporto de Londrina toda vez que chove ou há nebulosidade na cidade, já está se transformando num verdadeiro desespero para os passageiros que precisam chegar ou sair de Londrina. Empresários que utilizam o serviço aéreo para viagens a negócios acabam sendo mais afetados.
Apesar do final de semana não ter registrado nenhum fechamento, o aeroporto interrompeu suas atividades logo pela manhã de ontem, às 6h15, quando uma intensa neblina e uma fina chuva caía na cidade. Depois disso o aeroporto foi aberto somente às 14h50, quando permaneceu somente 18 minutos aberto e logo fechou em seguida voltando a operar às 16h26.
Com o abre e fecha, dezenas de passageiros passaram momentos de impaciência no saguão e já não sabiam mais o que fazer para passar o tempo. O empresário Ricardo Pretko, controler de uma rede hoteleira em Curitiba tentou não interromper as atividades do trabalho graças ao seu computador pessoal. Ainda assim, estava extremamente insatisfeito com a falta de serviços ofertados pelas companhias e também pelo aeroporto. ''Estou tendo que pagar pelo uso da internet aqui dentro do aeroporto e gastanto com ligações no celular porque não tenho como parar meu trabalho. Já é a segunda vez que isso acontece. Em outubro do ano passado precisei voltar de ônibus para Curitiba porque o voo não saía de jeito nenhum. É um absurdo uma cidade do porte de Londrina ter esse tipo de problema'', lamentou.
A diretora de eventos da Convention & Bureau de Londrina, Maria Angela Rocha Ferraz, lembrou que a falta do ILS (Instrument Landing System) já é de conhecimento de empresários de outras cidades que até chegam a questionar sobre as condições do aeroporto quando precisam vir pra Londrina. ''Para se preparar um congresso ou um evento de grande porte qualquer, o empresário pensa em toda a logística e a infraestrutura do aeroporto está diretamente ligada a tudo isso. Já tivemos casos de empresários questionarem se em Londrina tem o ILS antes de confimar alguma coisa e outro caso em que a pessoa conseguiu chegar na cidade só as 2 horas da manhã e o evento já havia acabado'', disse.
Mas o drama vai além do meio empresarial e passa pelo desespero de uma família que depende do tempo para garantir a saúde de uma pessoa. A aposentada Elsa Ferreira Barros, de Goiânia, estava em Londrina visitando familiares com o marido Silvio Barros, renal crônico que necessita passar por constantes processos de hemodiálise. Na tarde de ontem, eles passaram o dia todo no aeroporto, em jejum, à espera do voo que não saiu até o final da tarde, complicando a saúde de Barros, que precisava estar em Goiânia às 5 horas desta terça. ''Ele não pode ficar sem comer porque tem que tomar os remédios. A gente pediu um lanche para a operadora e eles falaram que não tinham. Ele tem uma consulta marcada pelo SUS lá em Goiânia às 5 horas e se não for, teremos que pagar R$ 500 para que ele faça a hemodiálise'', lamentou Elsa.
Nos dias 17 e 18 de janeiro, o aeropoto chegou a ficar mais de 25 horas fechado por conta do tempo. Naquela ocasião pelo menos 16 voos haviam sido cancelados. Desta vez foram oito voos e centenas de pessoas prejudicadas.
A superintendência da Infraero já afirmou que se o ILS for instalado os problemas se resolverão, porém, essa iniciativa depende, principalmente, da Prefeitura de Londrina para desapropriação da área em torno do aeroporto. O aparelho é uma medida de precisão que ajuda na navegação dos aviões em várias situações meteorológicas, como dias nublados e chuvosos quando a visibilidade é baixa.


