A Casa Militar do Governo do Paraná confirmou nesta quarta-feira (20) o incidente que quase mudou completamente a marcante chegada das primeiras doses da vacina Coronavac ao Aeroporto de Londrina no final da manhã desta terça-feira (19). Isso porque o monomotor Cessna Grand-Caravan que partiu do Aeroporto Bacacheri quase colidiu com uma Boing 737 da Gol que pousava no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Imagem ilustrativa da imagem Aeronave que trouxe vacinas a Londrina quase se chocou com Boing da Gol
| Foto: Issac Fontana/Frame Photo/Folhapress

Segundo o governo, uma falha no piloto automático fez com que o aeronave que transportava as vacinas fizesse uma manobra de curva errada à direita. Em um áudio da frequência de Controle Aéreo obtido pelo portal Aeroin, a controladora instruiu o jato da GOL a abandonar a aproximação para o Afonso Pena, para não colidir com o Cessna C208 Caravan. Ainda segundo o portal, só é dado o aviso quando o jato está a 3 milhas náuticas (5,5km) de distância da outra aeronave ou a 25 segundos ou menos do impacto. Ou seja, o incidente só foi evitado devido aos comandos da torre de controle que orientou os pilotos a mudarem de rota.

O governo do Estado informa que irá investigar o caso e acrescentou que todas as informações do incidente foram reportadas às autoridades aeronáuticas. O monomotor foi pilotado por Luís Augusto Scavazza, que é piloto profissional há 18 anos.

Confira a nota na íntegra da Casa Militar do Governo do Estado:

Em atenção ao incidente ocorrido no dia em (19/01/2021), envolvendo aeronave Grand-Caravan, prefixo PP-MMS, do Estado do Paraná, e de aviação comercial, no terminal do aeroporto Afonso Pena, em Curitiba/PR, a Casa Militar da Governadoria tem o seguinte a informar: Segundo relato do comandante da aeronave prefixo PP-MMS, após todos os procedimentos técnicos de decolagem, o piloto automático, devidamente acoplado, apresentou uma atitude inesperada, curvando à direita.

Diante disso, a tripulação tomou os procedimentos técnicos necessários, porém este não respondeu de imediato, e que logo após foi obtida a informação de tráfego. Nesse momento, foi desacoplado o piloto automático e retomado o procedimento de decolagem sem o auxílio do equipamento. Ressaltamos que não houve um acidente, mas um incidente, o qual foi devidamente reportado às autoridades aeronáuticas. Dentro da dinâmica da aviação, foram tomadas as medidas técnicas mitigadoras para manter a segurança de voo. Isso significa que a tripulação estava atenta e segura em seus procedimentos.

Após a Casa Militar tomar conhecimento do fato, determinou que a aeronave permanecesse em solo, até a intervenção de manutenção. Nesse tocante, destacamos que todas as aeronaves sob responsabilidade do órgão estão com suas manutenções em dia. Em relação ao incidente, sem prejuízo da apuração aeronáutica, a Casa Militar irá realizar uma averiguação interna do ocorrido.

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