São Paulo - O monomotor de Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, não tinha caixa preta, segundo a Aeronáutica. O avião caiu em uma casa na zona norte de São Paulo, matando o executivo e outras seis pessoas. A ausência do equipamento dificulta saber por que a aeronave caiu. Um avião pode ter duas caixas pretas: uma de dados, que monitora o comportamento de equipamentos (motor, altitude, velocidade, entre outros), e a outra de voz, que grava a conversa na cabine nas duas horas anteriores ao acidente. Sem elas, não é possível saber com precisão o que se passou no avião, embora não seja um impedimento absoluto para se descobrir o que causou o acidente.
Além de Agnelli, morreram a mulher dele, Andrea, os filhos Anna Carolina e João, o genro, Parris Bittencourt, a namorada do filho, Carolina Ambroso Marques, e o piloto, Paulo Roberto Baú. Os corpos do empresário e da família foram enterrados na tarde de ontem no Cemitério Gethsêmani, na Vila Sônia, zona oeste de SP.
O governador do Estado, Geraldo Alckmin, compareceu ao cemitério, mas não deu entrevista. A família não permitiu a entrada da imprensa no local. Não foi divulgado o local do enterro da namorada de João, Carolina Ambroso Marques. Já o piloto Paulo Roberto Baú, de 55 anos, foi enterrado em São Manuel (SP).

BIOGRAFIA

Agnelli presidiu a Vale entre 2001 e 2011 e era considerado responsável pela ascensão da empresa ao posto de uma das maiores mineradoras do mundo. Paulistano, ele fez carreira no Bradesco, onde trabalhou entre 1981 e 2001. Formado em economia pela Faap, transformou-se em um dos principais executivos do banco. Ocupou também o cargo de diretor-presidente da Bradespar, empresa de participações da instituição.

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