seja americano, seja quem for, não compete a nós entrar nesse problema." Para ele, o importante é obter nova tecnologia. "Nós queremos um avião que seja adequado à nossa capacidade e que ajude a recuperar a obsolecência dos nossos aviões." O ministro da Casa Civil, Pedro Parente, não quis adiantar qual será a posição do governo, em relação ao questionamento encaminhado por Br„uer à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Ele disse que ainda aguarda o parecer jurídico da AGU. "O presidente (Fernando Henrique) quer saber se foi descumprida alguma norma legal ou desrespeitado o poder de veto conferido ao governo federal na ocasião da venda das ações", comentou Parente. O presidente do Cade, Gesner Oliveira, disse que ainda não há uma data marcada para o julgamento da operação de venda das ações da Embraer para a francesa Aeroespatiale. Ele adiantou que os conselheiros não entrarão no mérito da disputa política entre a Aeronáutica e a Embraer. O objetivo é avaliar se a associação promoveu concentração no mercado, prejudicando a concorrência. Segundo fontes do governo, os advogados que analisaram a operação não viram ameaças à segurança nacional, nem lesão aos interesses da União, argumentados pelo ex-comandante da Aeronáutica. Nem a alegação do poder de veto, por possuir uma golden share (ação que dá direito a veto) pode ser feita, porque não foi repassado a controle da empresa aos sócios estrangeiros. De acordo com análise de assessores do Palácio do Planalto, os militares da Aeronáutica não podem reclamar de não acompanhar a decisão de venda das ações, porque a operação foi autorizada pelo Conselho de Administração da Embraer, no qual eles têm dois dos 13 assentos.Por Tânia Monteiro e Sílvia Faria Brasília, 22 (AE) - O novo comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista, disse hoje que não entende a venda de 20% das ações da Embraer a sócios franceses, liderados pela Aeroespatiale, como um prejuízo à Aeronáutica. A posição é diametralmente oposta à de seu antecessor, Walter Br„eur, que defendia a anulação da venda argumentando prejuízos à União e ameaça à segurança nacional. "Não entendo como a venda das ações possa prejudicar a Aeronáutica", disse o comandante. "A Aeronáutica acatará a decisão que for tomada pelo governo", completou ele, durante entrevista concedida hoje. O comandante comentou que a Aerospatiale é uma indústria aeronáutica que fabrica belos aviões. "Seja francês, seja sueco

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