Aeronáutica não descarta atentado
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quarta-feira, 09 de julho de 1997
Agência Estado São Paulo 
O Ministério da Aeronáutica trabalha com a hipótese de uma bomba ter explodido a bordo do Fokker-100 da TAM. O coronel Juan Enrique Vergara Canto, chefe do 4º Serviço Regional de Aviação Civil (Serac), responsável pelos trabalhos de investigação, disse que a explosão que provocou o rombo na parte traseira da fuzelagem direita da aeronave pode ter sido causada por uma bomba. Segundo ele, no momento do acidente a pressão interna do avião não era grande o suficiente para que tivesse ocorrido ruptura pela descompressão.
Ele explicou que os aviões são projetados para receber pressões diferentes dentro da aeronave e fora do ambiente. No caso do Fokker-100, ele é projetado para suportar pressões até 35 mil pés, o limite máximo, e o acidente ocorreu quando o avião estava a 8 mil pés, portanto, com baixa pressão. Isso também não justificaria o passageiro, Fernando Caldeira de Moura, morto no acidente, ter sido sugado para fora do avião. Se o avião estivesse voando muito alto, aí sim haveria descompressão e perigo de explosão.
Em uma vistoria que fez na aeronave ontem pela manhã, Vergara afirmou não ter notado fuligem na fuzelagem, sinal que não houve fogo a bordo. Ele também afirmou não ter sentido cheiro de pólvora durante a vistoria, como afirmam alguns passageiros. Pelas características dos estragos na aeronave, é que Vergara trabalha com a hipótese de explosivos. Ele descreveu como um rombo quadrado, a dois metros da turbina direita. O piso do avião, segundo ele, também afundou.
Se for confirmada a hipótese de bomba, a Aeronáutica pode mandar aperfeiçoar o sistema de segurança aeroportuária.


