Bela Vista do Paraíso - O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), concluiu ontem a coleta de dados inicial para investigar a queda de uma aeronave monomotor no final da tarde de quarta-feira, em Bela Vista do Paraíso (Norte). O piloto Luiz Matheus Delazaro, 55 anos, morreu no desastre. O corpo dele foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério Parque das Oliveiras, em Londrina.
Conforme relato de testemunhas, Delazaro estaria pulverizando defensivo agrícola sobre uma plantação de soja, localizada a cerca de 20 quilômetros do Centro de Bela Vista, numa região conhecida como Água do Cardoso. A aeronave chocou-se contra fios de energia, causando a derrubada de seis postes, passou por cima da copa de uma árvore e caiu de bico a poucos metros do Ribeirão Vermelho.
De acordo com Milton Cardoso de Lima, oficial do Seripa responsável pela investigação inicial, ainda não pode ser apontada uma causa para o acidente. ''Seria irresponsabilidade de minha parte apontar qualquer hipótese. Hoje foram coletadas informações no local, registros com fotos, testemunhas foram ouvidas. Depois esses dados serão analisados para definir os fatores que contribuíram para o acidente.'' Durante cerca de três horas Lima esteve ontem em Bela Vista do Paraíso. Ele retorna hoje para Rio Grande do Sul, onde fica a sede do Seripa.
O oficial adiantou que o avião do acidente era novo. ''Um Embraer 202A, mas não recebi a documentação ainda para saber o ano exato'', comentou.
De acordo com o sargento Geovani José Bordin, da Defesa Civil em Bela Vista do Paraíso, que atendeu o chamado do acidente, Luiz Matheus Delazaro já estava morto quando o socorro chegou na propriedade. Ele sofreu um corte profundo na cabeça.
Ainda de acordo com o sargento, o piloto decolou de uma pista localizada há cerca de 2 quilômetros da propriedade onde aconteceu o acidente. O acidente aconteceu por volta das 18 horas de quarta-feira. Até a tarde de ontem o avião ainda não havia sido retirado do local.
Cunhado da vítima, Florisvaldo Moreno Rodrigues da Silva disse que a morte de Delazaro foi ''um choque para todos, pois ele tinha bastante experiência como piloto.'' Já o piloto Dorival Raul Sacchetin, que era amigo de Delazaro, cogita uma explicação para o acidente. ''Ele deve ter voado com o sol de frente. A 220 km/h qualquer erro pode ser fatal'', disse.
De acordo com dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), no ano passado aconteceram 25 desastres com vítimas fatais no País. No total, 84 pessoas morreram. Em 2010, foram 39 mortes.(Colaborou Vítor Ogawa)

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