Sorocaba, SP, 06 (AE) - O Serviço Regional de Aviação Civil (Serac), órgão do Ministério da Aeronáutica, vai investigar as causas do acidente que resultou na morte do ex-campeão sul-americano e instrutor de pára-quedismo Francisco Giglioti, de 47 anos, ontem (05), em Sorocaba, no interior de São Paulo. Ele realizava um salto no aeroporto da cidade, quando o pára-quedas reserva abriu-se independente do comando, enroscando-se no equipamento principal. Giglioti caiu de uma altura de 12 metros, equivalente a um prédio de quatro andares.
Giglioti foi socorrido por um médico da Marinha e levado ao Hospital Regional de Sorocaba com várias fraturas no tórax, braços e bacia. Ele morreu durante a cirurgia, na noite de domingo, no hospital. Seu corpo foi sepultado hoje no Cemitério do Morumbi, na capital. Giglioti era sargento da Aeronáutica e trabalhava no Cindacta, sistema de controle do tráfego aéreo, em São Roque, onde residia. Pára-quedista experiente, havia sido também campeão brasileiro em várias modalidades e possuía uma escola de saltos em Sorocaba, homologada pelo Ministério.
Os pára-quedas e equipamentos usados pelo instrutor foram recolhidos e serão submetidos a perícia. O laudo, que deve ficar pronto em dez dias, pode apontar a causa do acidente. A morte do instrutor será apurada também em um inquérito a ser aberto pelo 8ª Distrito Policial de Sorocaba. A cidade vem se firmando como um importante pólo de pára-quedismo. Desde quinta-feira, 40 militares do Comando de Operações Especiais do Corpo de Fuzileiros da Marinha, sediado no Rio de Janeiro, estão em Sorocaba treinando saltos em pára-quedas.

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