Os 40 mil aeronautas e aeroviários de todo o País - funcionários de bordo e que trabalham em terra - podem entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão será tomada dia 14, em assembléias. As duas categorias querem reajuste salarial de 2,64%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e 11,23% de produtividade. As empresas argumentam que não podem conceder o reajuste.
‘‘As companhias aéreas estão com os vôos lotados, representam um segmento da economia em ascensão e, com as tarifas liberadas, podem dar aumento sem prejudicar o faturamento ’’, disse a vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio. ‘‘Já tentamos negociar de várias formas, mas os donos das companhias aéreas não ofereceram um contraproposta e não estão abertos à negociação’’, afirmou Graziela.
O vice-presidente do Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias, Odilon Junqueira, afirmou que não há possibilidade de greve de aeronautas e aeroviários. ‘‘Fizemos um acordo com os dois sindicatos no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no qual ficou estabelecida a manutenção da convenção coletiva das duas categorias na íntegra’’, disse Junqueira. ‘‘A greve representa um desrespeito a esse acordo.’’

mockup