Aedes não tira férias
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quinta-feira, 07 de janeiro de 2010
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Londrina - Com a chegada das férias, a secretaria estadual de Saúde (Sesa) intensificou o alerta de combate à dengue. A recomendação é para que as pessoas verifiquem antes de viajar se não deixaram recipientes com água acumulada ou que possam acumular água. No Litoral, principal destino dos paranaenses nesta época, a preocupação deve ser a mesma com a casa de veraneio.
''Apesar de não existir registros de casos na região, a população precisa investir na prevenção, eliminando criadouros do mosquito e retirando recipientes que possam acumular água. Isso deve ser feito durante a temporada e, principalmente, antes do retorno ao município de residência'', apontou o técnico do Programa Estadual de Controle da Dengue, Ronaldo Trevisan.
Ele informou que neste período de férias, as equipes de saúde dos municípios do Litoral vão orientar a população, com visitas às residências e distribuição de materiais informativos.
Locais onde menos de 1% dos imóveis apresentam infestação por larvas do mosquito Aedes aegypti são considerados de baixo risco, embora casos isolados possam existir. Já extratos com índices entre 1% e 3,9% de infestação estão em situação de alerta e extratos com índice superior a 4% apresentam risco de epidemia de dengue.
Entre os municípios analisados no último Levantamento do Índice Rápido do Aedes (Lira), divulgado ontem pela Sesa, com dados recolhidos até 31 de dezembro do ano passado, 70% apresentaram índice de infestação predial entre 1% e 3,9%. São considerados municípios de médio risco Foz do Iguaçu, Cascavel, Paranavaí, Maringá, Apucarana, Cambé, Londrina, Guaíra, Campo Mourão, Cianorte e Santa Helena. Já o município de Paiçandu registrou índice de infestação predial superior a 4%. Apenas Curitiba, Umuarama, Toledo, Mandaguari e Marialva apresentaram índices satisfatórios.
No entanto, os últimos dados compilados pela Saúde apontaram a redução de 10,34% no número de casos de dengue no Paraná: no total, foram confirmados 893 casos em 2009, enquanto que no mesmo período de 2008, o Estado registrou 966 casos. Dos casos confirmados no último ano, 771 são autóctones e 122 importados.
De acordo com o boletim epidemiológico da Sesa, a maior taxa de incidência da doença foi registrada pela Regional de Saúde de Toledo (Oeste), onde 267 casos foram confirmados em 2009. Já o menor índice foi da Regional de Saúde de Apucarana (Centro-Norte), onde quatro casos de dengue foram confirmados no ano passado. Das 22 regionais, apenas dez apresentaram casos confirmados da doença no ano passado.


