São Paulo, 10 (AE) - Advogados dos vereadores Oswaldo Celeste (PTB), presidente da Câmara, Waldomiro Ramos (PTB) e Fausto Martello (PPB), de Guarulhos, na Grande São Paulo, acusados de corrupção, ingressaram hoje, no Tribunal de Justiça do Estado, com três habeas corpus, com pedido de liminar, visando a imediata libertação dos parlamentares. Os três estão presos preventivamente desde terça-feira em consequência do decreto expedido pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Guarulhos, Rodrigo Capez. Eles são acusados de concussão (extorsão praticada por funcionário público) e corrupção passiva.
A defesa alega que o juiz prejulgou o caso, uma vez que decretou as prisões preventivas antes de receber a denúncia formulada pela Promotoria de Justiça. Como todos são funcionários públicos, argumentam os advogados, o juiz deveria abrir-lhes prazo de 15 dias para apresentar a defesa preliminar por escrito e, só após receber as alegações, poderia decidir sobre a aceitação ou rejeição da denúncia. No entender da defesa
como as prisões foram decretadas atecipadamente, o magistrado teria prejulgado, deixando explícito que vai receber a denúncia.

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