Advogados apresentam hoje defesa da médica Virgínia
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Os advogados da médica Virgínia Helena Soares de Souza apresentam hoje, ao Tribunal do Júri, em Curitiba, a defesa em relação às sete mortes citadas na denúncia feita pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) no dia 15 de março. Ela foi denunciada por sete homicídios duplamente qualificados praticados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Geral do Hospital Evangélico, além de formação de quadrilha junto com outras sete pessoas.
O advogado Elias Mattar Assad antecipou ontem que também vai pedir ao juiz que analisa o caso a retirada do processo de todas as gravações utilizadas como provas e vai questionar os erros de transcrição das ligações durante as investigações realizadas pelo Núcleo de Repressão de Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), da Polícia Civil.
"O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu em outros casos que gravações telefônicas feitas com base em denúncia anônima não são válidas. Vamos alegar isso. Sem contar os erros verificados na transcrição dos áudios", ressaltou o advogado.
A defesa da médica também informou que vai pedir ao juiz do Tribunal do Júri a produção de novas provas técnicas e testemunhais, e deve ouvir médicos intensivistas, farmacólogos, bioéticos, entre outros profissionais. Ele ainda rebateu as informações contidas num levantamento feito pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, que apontou indícios de antecipação de mortes em 317 pacientes que teriam recebido um coquetel de remédios e foram a óbito no mesmo dia. Este levantamento foi encaminhado para o MPPR, que continua analisando o documento.
"Não existe prova de fato criminoso. Estas trezentas e poucas mortes poderiam ter ocorrido em UTI de qualquer parte do mundo. Toda medicação prescrita é indicada pela literatura médica", afirmou Assad.


