Advogados abandonam defesa de Hildebrando
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quarta-feira, 03 de novembro de 1999
Por Hugo Marques 
Brasília, 04 (AE) - Depois de ter sido expulso pelos correligionários do PFL e ter o mandato cassado pela Câmara, o ex-deputado Hildebrando Pascoal, do Acre, foi também abandonado pelos advogados Eri Varela e Pedro Calmon. Os dois, que fizeram a defesa de Hildebrando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, escreveram uma carta ao ex-parlamentar dizendo não caber a eles advogar em acusações que repudiam: o envolvimento com narcotráfico e grupos de extermínio.
A carta dos advogados foi entregue ao ex-parlamentar na cela do 3º. Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, onde cumpre prisão temporária sob acusação de tráfico internacional de drogas e diversos assassinatos. Na documento, os advogados dizem a Hildebrando que o alertaram, durante a defesa na Câmara, que se ele perdesse o mandato não teriam "condições de advogar em processos sobre acusações de crimes dolosos contra a vida e ou que envolvessem tráfico de drogas".
Calmon afirmou hoje que o processo "descambou" para o tráfico de drogas e que Hildebrando não vai mais contar com a sua ajuda. Por questões profissionais, Calmon prefere não entrar em detalhes sobre a situação de Hildebrando. Ainda na carta, os dois advogados chegam a dizer que não têm "experiência" na defesa de pessoas com este tipo de acusação.


