Advogado usa caso de Hildebrando Paschoal para livrar Albuquerque
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Por Lige Albuquerque 
Brasília, 16 (AE) - O advogado do deputado Talvane Albuquerque (PTN-AL), José Moura Rocha, afirmou hoje que uma das alegações da defesa do parlamentar é o fato de a Mesa Diretora da Câmara ter rejeitado a possibilidade de investigar o deputado Hidelbrando Paschoal (PFL-AC), acusado de comandar um esquadrão da morte. "A Mesa está com dois pesos e duas medidas, já que o pretenso crime de meu cliente foi cometido na legislatura anterior e o de Paschoal também", afirmou. Rocha entregou hoje a defesa do cliente à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, onde ele é alvo de uma representação para perda do mandato, por quebra de decoro parlamentar, porque assumiu ter amizade com um pistoleiro profissional, em depoimento a uma comissão de sindicância instalada na legislatura passada para investigar o assassinato da deputada Ceci Cunha (PSDB-AL).
O deputado minimiza o fato: "Será que iriam me processar se eu saísse apertando a mão dos prisioneiros da (prisão) Papuda?", questionou.
A defesa do deputado vai ser centrada na alegação de Albuquerque de que o mandato que poderia ter sido cassado seria o da legislatura passada e não o atual.
O relator do caso na CCJ, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), não tem nenhuma data determinada no regimento para apresentar o parecer. Na defesa, Albuquerque também pede diligências. Estão incluídos pedidos de quebra de sigilo bancário do próprio Albuquerque, de Ceci e do deputado Augusto Farias (PFL-AL). Farias foi quem trouxe à tona gravações telefônicas de Albuquerque com o pistoleiro profissional Maurício Novaes, o "Chapéu de Couro".


