São Paulo - O advogado Otavio Augusto Rossi Vieira, 35, afirmou ontem que irá à Justiça tentar manter o registro médico de Eugenio Chipkevitch, acusado de sedar e abusar sexualmente de seus pacientes, a maioria adolescentes. Para o advogado de defesa, o caso está ‘‘cru’’ para qualquer conclusão de culpa ou inocência.
O advogado estima que o julgamento só deve terminar daqui a cerca de quatro anos.
A Justiça federal de São Paulo ainda não julgou o pedido cautelar de suspensão do registro médico do pediatra.
As fitas contendo imagens de suposto atentado violento ao pudor que teria sido praticado por Chipkevitch não foram consideradas ‘‘provas contundentes’’ pelo advogado, mas sim ‘‘indícios’’. A confirmação como prova só se daria após laudo pericial do Instituto de Criminalística do Estado.
O delegado responsável pelo caso, Virgílio Guerreiro Neto, do 51º DP (Butantã), afirmou ontem que não há data para que as fitas sejam remetidas ao IC para análise.
O pediatra Eugênio Chipkevitch foi preso na quinta-feira passada após exibição, no ‘‘Programa do Ratinho’’, do SBT, de imagens em que supostamente abusaria sexualmente de seus pacientes após dopá-los.
Na ocasião, o pediatra teria admitido que era ele quem aparecia nas imagens divulgadas no dia anterior. Ontem, porém, o advogado de Chipkevitch afirmou que ‘‘não tem conhecimento’’ desse fato e que ‘‘não viu nada sobre isso no inquérito’’.
O pediatra foi orientado por seus advogados de defesa a só se manifestar sobre o caso em juízo.
Ontem, a polícia descobriu um outro imóvel que seria utilizado pelo pediatra. É um apartamento de um dormitório, localizado na rua Frei Caneca, (região central). Segundo o delegado, o zelador do prédio teria dito que o local era utilizado pelo médico para encontros com homens ao menos três vezes por semana.

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