Campinas, SP, 12 (AE) - O advogado Herberto Aparecido Guimarães, que defende o empresário Willian Walder Sozza, disse ter ficado surpreso com uma entrevista atribuída a seu cliente, publicada na edição de hoje do jornal local "Correio Popular". Apontado como um dos chefes do crime organizado no País e foragido desde o dia 14 de outubro, Sozza disse, segundo a reportagem, que pretende entregar-se, tendo a Igreja como intermediário. "Acho isso muito estranho", comentou o advogado.
Segundo ele, pelos contato que vem mantendo com a família, Sozza sempre demonstrou a intenção de continuar foragido. "Ele não pretende se entregar enquanto as acusações não forem formalizadas pelo Ministério Público", disse. "Enquanto isso não ocorrer, não há como definir a linha de defesa", explicou. Nenhum mebro da família do acusado foi encontrado para comentar o assunto.
De acordo com a reportagem, Sozza teria se comunicado com o jornal na última quinta-feira, data de seu aniversário. O jornal diz que Sozza teria falado de "um telefone público qualquer, num acostamento qualquer", mas não detalha como o contato aconteceu. A conversa, de acordo com a reportagem, teria durado 40 minutos. "Se houvesse ocorrido alguma negociação para a entrevista, eu estaria sabendo", garante Guimarães.

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