Advogado questiona procedimentos adotados por comissão
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terça-feira, 11 de abril de 2000
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 12 (AE) - Nas 18 páginas das alegações finais
o advogado de Maria Helena, Laertes Torrens defende a vereadora das acusações de quebra de decoro parlamentar. Entre elas, a que a vereadora ficava com parte dos salários de seus funcionários, na Câmara. Na primeira parte da defesa, o advogado questionou uma série de procedimentos da comissão processante no decorrer do processo.
Ele citou, por exemplo, a fita em que duas ex-funcionárias da Câmara teriam ameaçado o vereador Salim Curiati Júnior (PPB) de morte. Segundo o advogado, a fita deveria ter sido anexada ao processo. O presidente da comissão, vereador Paulo Frange (PTB), disse que a fita não foi analisada porque não foi localizada pela comissão. "Não sabemos onde ela foi parar", disse Frange.
A segunda parte é centralizada na personalidade de Fabiano Leite de Sá Lima, uma das principais testemunhas do processo. Torrens incluiu um relatório do Centro de Observações Criminológicas (COC), da Polícia Civil, sobre Lima, que já cumpriu pena por estelionato. "Como é um documento que revela muitas coisas da intimidade dele, não podemos divulgar nenhuma informação", disse Frange, que não entrou em detalhes sobre o conteúdo das alegações finais.
Na sexta-feira, a comissão processante irá reunir-se para analisar em detalhe o relatório entregue hoje. Na próxima semana, o relator da comissão, vereador Aurelino de Andrade (PFL) deve entregar o relatório final condenando ou absolvendo a vereadora das acusações. "Em dez dias queremos deixar tudo pronto para remeter o assunto para o plenário", completou Frange.


