Advogado quer exumação do corpo de professora
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sábado, 17 de junho de 2000
Agência Estado De Fortaleza 
O advogado da família de Geisa Firmo Gonçalves, Delano Cruz, vai pedir exumação do corpo da professora enterrado na última quarta-feira, em Fortaleza. Geisa Gonçalves foi assassinada na última segunda-feira no desfecho do sequestro do ônibus da linha 174 no Rio de Janeiro.
A exumação, segundo o advogado, será para que seja feito novo laudo sobre a causa mortis de Geisa. Os familiares receberam a informação de que Geisa morreu com um tiro na cabeça dado por um policial. Eles estão contratando o médico legista Júlio Sanguinetti, de Alagoas, o mesmo que fez a exumação de PC Farias, para exumar o corpo de Geisa.
Delano Cruz informa ainda que irá ao Rio de Janeiro para tentar ser assistente de acusação no processo-crime contra os policiais. A família de Geisa aguarda até a próxima quarta-feira uma resposta positiva do pedido de indenização de R$ 10 milhões. Se até quarta-feira o governador Anthony Garotinho não nos der uma resposta, vou pessoalmente ao Rio fazer injuções junto à Justiça para que a indenização seja paga, disse Delano Cruz.
A família da professora também vai processar os policiais que participaram da ação. O advogado Delano Cruz disse que o processo será para responsabilizar os policiais pelo crime. Os PMs estão presos até o final do inquérito que apura a tragédia. São eles: o capitão Ricardo de Souza Soares e os soldados Luiz Antônio de Lima Silva, Márcio de Araújo David, Paulo Roberto Monteiro e Flávio de Val Dias.
A missa de 7º Dia pela morte de Geisa será celebrada neste domingo, às 18h30, na Catedral Metropolitana de Fortaleza. A previsão é que a catedral fique lotada. Na oportunidade os familiares farão parte da liturgia, lendo a oração dos fiéis, onde pedirão justiça para o caso.


