Manaus, 13 (AE) - A Polícia Federal do Amazonas atendeu à determinação do Ministério da Justiça e designou oito agentes federais para fazer a segurança do advogado Abdalla Isaac Sahdo Jr, 43 anos, que denunciou a venda de alvarás de soltura envolvendo narcotraficantes. Em sistema de rodízio, dois agentes federais passarão a acompanhar o advogado 24 horas. A solicitação para garantia de vida do advogado foi feita pela OAB-AM.
Sahdo Jr. teve seu carro perfurado à bala na madrugada da última sexta-feira, em frente à sua residência, no centro da cidade, por um homem ainda não identificado que fugiu em uma motocicleta.
Além do apoio da Polícia Federal, o advogado também deverá receber proteção policial da Polícia Militar do Amazonas. Hoje à tarde o procurador-chefe do Ministério Público Federal, Sérgio Lauria, encaminhou solicitação ao Comando Geral da PM nesse sentido. O Ministério Público Federal no Amazonas está acompanhando as denúncias de envolvimento de funcionários do Tribunal de Justiça do Amazonas na venda de alvarás de soltura para traficantes de droga feitas pelo advogado Abdalla Sahdo.
Perícia - A superintendência da Polícia Federal do Amazonas aguarda o resultado do laudo pericial dos fragmentos de balas que atingiram o carro do advogado e que foram encaminhados para o Instituto de Criminalística da PF em Brasília.
A Polícia Civil também aguarda resultado da perícia dos fragmentos de balas que foram encontrados no corpo do comerciante Pedro França, assassinado há duas semanas, também por um homem ainda não identificado e que fugiu em uma motocicleta. O comerciante, preso sob acusação de ser um dos responsáveis pela morte do comerciante "Babi", em 1997, foi beneficiado com um alvará de soltura expedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas. Oito dias antes de sua morte, sua mulher, Maria de Lourdes França, depôs no Superior Tribunal de Justiça e declarou ter pago R$ 42 mil à advogada Maria José Rodrigues Menescal de Vasconcelos, que está sendo investigada no caso da venda de alvarás.

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