Advogado pedirá na próxima semana liberdade de ex-delegado-geral
Advogado pedirá na próxima semana liberdade de ex-delegado-geral9/Mar, 18:30 Por Evandro Fadel Curitiba, 09 (AE) - O advogado Luiz Alberto Machado, que defende o ex-delegado-geral da Polícia Civil do Paraná João Ricardo Keppes de Noronha pretende entrar até o início da próxima semana com um pedido de revogação da prisão temporária do cliente. "Ele virá a público no momento oportuno para dizer a verdade", afirmou o advogado. A prisão foi decretada dia 2, sob a acusação de que Noronha é integrante de uma quadrilha de narcotraficantes paranaenses. Machado disse que está recolhendo provas para mostrar que algumas das testemunhas mentiram ao acusar o ex-delegado-geral. Entre elas, a acusada de tráfico Shirley Pontes, que afirmou que Noronha planejou um roubo de 150 quilos de cocaína. "Na fazenda onde teria descido o avião, há cinco anos que não desce nem helicóptero", disse o advogado. "Não existe isso." O depoimento de Shirley foi decisivo para o pedido de prisão do ex-delegado-geral. Segundo o advogado, Shirley tem ódio de Noronha por ele ter prendido ela e o irmão dela, acusado de matar um policial durante assalto a uma agência bancária em Curitiba. Machado, que é professor de Direito Penal na Universidade Federal do Paraná (UFPR), disse que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara dos Deputados agiu "irresponsavelmente" ao informar que as testemunhas teriam redução de pena. "Não é isso que a lei prevê", afirmou. Machado disse não saber onde o ex-delegado-geral está escondido. O último contato que teve com Noronha foi no dia anterior à decretação da prisão, quando o aconselhou a viajar. "Não vou deixar você bancar o palhaço desse circo", teria dito. Segundo ele, a CPI marcou o depoimento de Noronha para a manhã do dia 2, mas havia pedido a prisão no dia 1. Ele afirmou que o ex-delegado-geral não deve se apresentar antes da revogação da prisão, pois "há a preocupação com a integridade física dele". Machado disse que, dentro da polícia, há inimigos de Noronha. Ontem (08), o investigador policial Altair Ferreira Pinto, mais conhecido como ''Taíco'', entregou-se à Delegacia de Investigações Criminais. Ele é um dos policiais com prisão temporária decretada na semana passada, depois de ter o nome citado por testemunhas como participante do crime organizado no Paraná. Também estão presos os policiais Edmir da Silveira, Samir Skandar, Paulo Serafim e Reginaldo Moreira, além do empresário Hissan Hussein Dehini.





