Advogado pede suspensão do bloqueio dos bens de Zepini
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de março de 1999
Por Thélio de Magalhães 
São Paulo, 25 (AE) - O advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira, requereu hoje à juíza Andrea Barreira Brandão Montes, da 29ªVara Criminal a suspensão do bloqueio dos bens de Marco Antônio Zeppini, bem como o restabelecimento de seu sigilo bancário. Zepini é um dos principais implicados na máfia dos fiscais. A indisponibilidade dos bens e a quebra do sigilo bancário foram decretados pela juíza no último dia 23 de fevereiro, a pedido do Ministério Público.
O requerimento da defesa baseia-se em decisão unânime da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça que, na segunda-feira mandou "trancar" (arquivar), por "falta de justa causa", processo no qual Zeppini era acusado de lavagem de dinheiro. As medidas foram decretadas no processo agora extinto e, a rigor, deveriam ser revogadas de ofício pela própria juíza. O processo contra Zeppini foi o primeiro instaurado no País com base na lei da lavagem de dinheiro, lei nº 9613, em vigor desde 4 de março.
Zeppini era chefe dos fiscais da Regional de Pinheiros e está preso desde o dia 2 de dezembro quando foi flagrado extorquindo a dona de uma academia de ginástica. A prisão foi recentemente mantida pelo TJ que negou liminar na qual era pleiteada a liberdade provisória do acusado. Segundo a acusação do MP, Zeppini valendo-se do cargo de chefe dos fiscais, montou uma organização criminosa para a cobrança ilegal de propinas. Para dissimular a origem dos bens e valores, teria os convertido em ativos lícitos há pelo menos dois anos.
Preso - O segundo vice-presidente do TJ, desembargador Djalma Lofrano, negou liminar em habeas corpus visando revogar a prisão do capitão da PM, Claudio Marcos Diogo, decretada dia 5 pelo juiz Marcos Zilli, do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo). O capitão é acusado de dar cobertura a Wehbe Yousef Dawalibi, vulgo Jô, também com prisão decretada e foragido. Jô é acusado de extorquir camelôs no bairro do Brás.


