Advogado pede revogação de prisão de lutador de Jiu-Jítsu
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2000
Por Andreia Maia 
Rio, 24 (AE) - O advogado do lutador de jiu jítsu Ryan Gracie, André Luiz Anet, deu entrada hoje à tarde em pedido de revogação da prisão preventiva do atleta no 1º Tribunal do Júri do Rio. A prisão foi decretada pelo juiz João Guilherme Rosas Chaves Filho. O advogado afirmou que Ryan se apresentará à Justiça assim que o pedido, independente da decisão, for avaliado. "Só haverá apresentação depois da análise ", disse Anet. Se o recurso for negado, o advogado vai entrar com o pedido de habeas-corpus.
Caso o juiz decida amanhã (25) sobre o recurso e não o aceite, Ryan deverá se apresentar à Justiça no final da tarde. A polícia continua procurando o lutador, considerado foragido. O rapaz tem audiência marcada para o dia 29 no 1º Tribunal do Júri
no centro do Rio. "Tudo vai depender do juiz, porque mesmo que a decisão seja revogada, Ryan vai comparecer à Justiça, como havia se comprometido anteriormente. "
O juiz Chaves Filho acolheu a denúncia de tentativa de homícido feita pela promotora do Ministério Público Estadual, Mônica Costa. Ryan é acusado de esfaquear o também lutador Marcus Vinicius Marins da Rosa, de 25 anos, durante uma briga na danceteria Ilha da Fantasia, na Barra da Tijuca, na zona oeste, no dia 13. Na mesma noite, Ryan teria agredido a advogado e o presidente da Liga Carioca de jiu-jítsu, Maurício Tadeu Carneiro Lima, o Sadda, com um soco no queixo.
O presidente da Federação Carioca de Jiu-Jítsu e pai do atleta, Robson Gracie, disse que o filho está em São Paulo, onde tem uma academia no bairro do Itaim. Ele garantiu que Ryan estará no Rio na audiência marcada para o dia 29. "Ele não é um marginal e está apenas tentando defender-se", disse Robson. Segundo ele, o rapaz é vítima de uma perseguição e acabou sendo envolvido na briga na danceteria Ilha da Fantasia.
"A imprensa e outros lutadores fizeram uma grande confusão e o meu filho passou a ser tratado como um assassino", criticou o pai. "Disseram que ele tentou matar Marcus Vinícius, mas esse jovem sofreu apenas um pequeno corte, insuficiente para provocar a sua morte." Robson disse que o filho nunca usou arma nem andou com faca.
Hoje à tarde, o subprefeito da Barra, Rodrigo Bethlem, promotores de Justiça e donos de boates da região se reuniram para planejar uma ação para evitar brigas em casas noturnas do bairro. Um dos objetivos dos organizadores é criar um cadastro dos jovens e gangues que promovem confusão nas danceterias do local.


