Brasília, 03 (AE) - O advogado Wilson Rodolpho de Oliveira, de São Paulo, protocolou há pouco, no Supremo Tribunal Federal, dois pedidos para que sejam abertos processos contra senadores membros da CPI do Sistema Financeiro, por crimes supostamente praticados durante os depoimentos do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes e do seu antigo sócio na Macrométrica, Sérgio Bragança. No caso de Bragança, a notícia-crime é voltada contra os senadores Roberto Freire (PSB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), José Roberto Arruda (PSDB-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP), por tentarem coagir Bragança a falar sobre assunto que pudesse incriminá-lo no futuro, sendo que Bragança tinha autorização do STF para não falar nesses assuntos.
No caso do depoimento de Lopes, a queixa-crime é voltada contra o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA)
e os senadores Heloísa Helena (PT-AL), Emília Fernandes (PDT-RS), Roberto Freire, Eduardo Suplicy e o presidente da CPI, senador Bello Parga (PFL-MA). Segundo o advogado, exigir a prisão e dar voz de prisão a Francisco Lopes foi crime de abuso de poder.
O advogado está neste momento se dirigindo à sede nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para pedir a cassação do registro de Pedro Simon, que é advogado, na entidade. Segundo Wilson Oliveira, o senador faltou com a ética profisional ao tentar forçar Sérgio Bragança a responder a perguntas que pudessem incriminá-lo, afirmando que os advogados de Bragança o teriam orientado de maneira errada e advertindo que, com a atitude de silenciar sobre certos assuntos, poderia dar-se mal. O advogado alega, ainda, que Simon mentiu ao ameaçar Bragança dizendo que era criminalista, quando na verdade só trabalhou dois anos como advogado, e somente na área trabalhista.

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