A PCPR (Polícia Civil do Paraná) prendeu um advogado de 46 anos em flagrante em um condomínio na zona sul de Londrina na manhã desta quarta-feira (24), cumprindo um mandado de busca e apreensão de sete armas de fogo e mais de 2,3 mil munições em sua residência. O certificado de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) do homem foi cancelado há meses e, esgotadas as vias administrativas sem a entrega do arsenal ao Exército Brasileiro, o Juízo das Garantias da Vara Criminal de Londrina expediu a ordem judicial para a ação. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário e autuado em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e de uso restrito.

Todo o material estava guardado em um cofre no quarto do suspeito. Foram apreendidas três pistolas, dois revólveres, duas carabinas e um fuzil, com calibres .22, .38, .380, 9 mm e 5.56. Também foram encontradas 239 munições de calibre .22, 1.018 de calibre 9x19 mm, 41 de calibre .38, 406 de calibre .380 e 600 de calibre 5.56.

Como o homem é advogado, a ação contou com o acompanhamento integral de advogados representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Com a apreensão, foi conduzido à 10ª Subdivisão Policial de Londrina, autuado em flagrante pelos crimes e encaminhado ao sistema penitenciário, onde iria passar por audiência de custódia. “Tendo em vista que a soma em abstrato das penas ultrapassa quatro anos, não foi arbitrada fiança, ao menos em sede policial”, informou o delegado Mozart Rocha Gonçalves.

Posse se tornou irregular

As armas e munições são lícitas, adquiridas enquanto o certificado de CAC do homem estava vigente, mas com o documento cancelado, não poderia mais portá-las, informou o delegado. “Foram concedidos todos os prazos para que ele pudesse regularizar a situação do armamento e, segundo informado, ele não havia procedido conforme os trâmites legais. Foi concedido o prazo administrativo para que ele efetuasse a entrega, e não foi efetuada essa destinação durante o período concedido pelo Exército”. A PC recebeu um ofício emitido pelo órgão de defesa notificando que as vias administrativas haviam se esgotado, inclusive com publicação no Diário Oficial.

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Durante o cumprimento do mandado, o homem alegou que parte das armas estaria em processo de transferência ao seu nome. O delegado solicitou a documentação comprobatória, mas ela não foi apresentada, com o advogado garantindo que ainda o faria.

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