Curitiba- O advogado Luiz Otávio Paiva, acusado de mandar matar quatro pessoas de uma família da Associação dos Pequenos Agricultores de Rio Bonito do Iguaçu (Apra), foi considerado inocente. O julgamento de Paiva durou três dias e só foi concluído na noite de anteontem. A família estava assentada junto com outras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Rio Bonito do Iguaçu (125 quilômetros a oeste de Guarapuava), em 2000. A promotoria diz que irá recorrer da decisão.
''Além de a decisão não ser unânime, percebemos que os jurados estavam com muitas dúvidas'', comentou uma das promotoras públicas do caso, Lucimara Rocha Ernlund, ao justificar a intenção de entrar com recurso.
Segundo Lucimara, a defesa utilizou muitos argumentos emocionais, como apelo à família do réu, e tratou muito pouco das provas. ''Existem provas, por exemplo, de que Paiva fazia ameaças contundentes à família'', afirmou. Já o adovogado de Paiva, Marco Aurélio Pellizzari Lopes, diz que a denúncia dizia que o réu, assim como outros dois também acusados de serem mandantes, eram apaixonados pela mulher assassinada e por isso o motivo do crime. Segundo ele, não havia, na verdade, uma acusação concreta. ''Não estamos preocupados com recurso'', assegurou. Além de Paiva, mais três pessoas foram indiciadas pelo crime.
Os assassinatos aconteceram no dia 11 de abril de 2000 e, além do casal, duas crianças também foram mortas. Todos foram mortos a tiro e degolados.

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