Advogado é assassinado ao tentar fugir de ladrões
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quinta-feira, 09 de março de 2000
Por Alceu Luís Castilho 
São Paulo, 10 (AE) - O advogado Frontino Ferreira Guimarães Neto, que faria 53 anos no dia 30, morreu na noite de ontem (09) após ser baleado por um assaltante, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Ele estava saindo de uma padaria com sua companheira, Maria Salette dal Zotto, quando foi abordado por dois homens, que o convidaram a sair do carro importado, um Daewoo. Guimarães tentou fugir e foi baleado. Morreu na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
O crime ocorreu por volta das 20 horas da quinta-feira. O casal dirigia-se ao apartamento de Maria Salete, que fica na mesma rua. A mesma bala que perfurou o crânio de Guimarães atingiu sua companheira, que tem 49 anos e também é advogada. Ela foi atendida inicialmente no Pronto-Socorro do Sistema Integrado Municipal de Saúde (Sims) da Avenida Adolfo Pinheiro. À 0h30 de hoje foi para o Hospital DAmico da Vila Mariana, onde foi liberada, às 14 horas. O prédio onde mora Maria Salete fica a 200 metros do local do crime, na Rua Joaquim Guarani.
Segundo testemunhas, Guimarães arrancou com o carro ao ser abordado pelos dois assaltantes. Um deles disparou um único tiro, que atingiu o casal e fez o advogado perder a direção. O carro bateu num muro. Os dois homens fugiram sem levar nada. No local do crime, ninguém parece disposto a falar sobre o caso. Os únicos funcionários da padaria de onde o casal saiu disseram que não deixaram a padaria para saber de mais detalhes. Eles informaram, no entanto, que a região é marcada pela violência. Assaltos e roubos de carro são comuns.
O zelador do prédio onde mora Maria Salete disse que os dois não eram casados, mas companheiros. A advogada mora há cerca de dez anos no local, próximo da Avenida Santo Amaro. Segundo o zelador, ela tem somente um parente em São Paulo, um irmão, para onde deve ter ido após sair do hospital. O caso foi registrado no 11.º Distrito Policial. Reação - A reação de Guimarães foi a contrária àquela recomendada por especialistas no combate ao crime. Segundo a polícia, as vítimas de assalto não devem tentar reagir nem fugir. O boletim de ocorrência mostra que Guimarães foi representado por um vizinho, o juiz de trabalho Jomar Luz de Vassinon Freitas. Ele estava dormindo hoje à tarde e sua mulher disse que não tinha nenhuma informação sobre a família de Guimarães.


