Advogado do ex-presidente do FonteCindam explica acusação
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quarta-feira, 02 de fevereiro de 2000
por Gustavo Alves 
Rio, 2 (AE) - O advogado Décio Lins e Silva, representante do ex-presidente do Banco FonteCindam, Luis Antonio Gonçalves, afirmou há pouco que o seu cliente foi indiciado apenas por "gestão temerária", e não por co-autoria em peculato, conforme havia informado a Polícia Federal. Mesmo assim, o advogado afirmou que o indiciamento foi um erro porque Gonçalves, quando era presidente do FonteCindam, realizou uma operação completamente legal, comprando dólares "até um pouco acima" do teto da banda estabelecida pelo Banco Central, cujo presidente na época era Francisco Lopes.
Ele afirmou também que uma carta do FonteCindam ao BC prova que o dinheiro ia ser usado para cobrir tanto as perdas do banco quanto dos fundos administrados por ele. Ele acrescentou que a discussão sobre se o dinheiro iria para o banco ou para os fundos, iniciada após o BC ter informado à Polícia Federal que a operação era para socorrer o FonteCindam, é um "sofisma" porque, em última instância, "o banco é o fundo". Para o advogado, o indiciamento do seu cliente é consequência da pressão natural do Ministério Público Federal para que a Polícia Federal acuse alguém nas investigações. "Ele tem de acusar para sua própria sobrevivência", disse Lins e Silva em relação ao delegado Luís Pontel, da PF. "Senão, pode até ser processado", afirmou.


