O advogado Vicente Cascione disse que não descarta a possibilidade de haver uma nova interrupção. Ele reafirmou ontem que tem informações de que o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa infiltrada nos presídios, vai tentar ‘‘causar uma tragédia’’ durante as sessões. ‘‘Já alertei a juíza sobre isso.’’
Cascione disse que o seu cliente está ‘‘calmo e tranquilo’’, porque acredita que vai ser absolvido. ‘‘Ele apenas cumpriu o seu dever’’, disse o advogado.
Com base em laudos de 23 médicos-legistas que examinaram os corpos, documento de entidades de direitos humanos mostra que durante a matança foram disparados 515 projéteis. Nenhum deles atingiu um policial.
Os promotores também vão questionar o uso do efetivo da Rota, pelo coronel Ubiratan, tropa da Polícia Militar, na época, acusada de envolvimento com assassinatos. Por isso, trechos do livro Rota 66, do jornalista Caco Barcelos, devem ser lidos amanhã para os jurados.
O coronel foi denunciado por 111 homicídios dolosos -intencionais, como define a legislação penal. (A.F.)

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