O advogado Tales Castelo Branco acredita que a polícia está tentando esconder o verdadeiro caminho das investigações ao divulgar suspeitas contra o seu cliente, o professor de matemática Leonardo Teodoro de Castro, 59. Segundo a polícia, Castro é o principal suspeito de ter colocado uma bomba no vôo 283 da TAM no último dia 9.
O professor está na UTI do Hospital São Paulo. Ele foi atropelado por um ônibus três dias depois do acidente. A polícia suspeita que Castro tenha tentado o suicídio. ‘‘Acho que eles estão colocando uma cortina de fumaça na história para encobrir a investigação. Não existe nenhum indício contra o professor. Só especulação’’, disse.
Castelo Branco diz, porém, que esse é um caminho perigoso. ‘‘Estão expondo e destruindo a imagem de uma pessoa’’, diz. O advogado disse que os familiares do professor estão abalados e que preferem não dar entrevistas por enquanto. Ele afirmou que vai recomendar à família que entre na Justiça exigindo indenização.
O criminalista diz que ‘‘a polícia ainda não aprendeu com seus próprios erros’’, citando os casos da escola Base e o de Jorge Mirandola (que foi acusado injustamente pela polícia de ter enviado uma carta-bomba ao Itamaraty).

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