Curitiba - O advogado da médica Virgínia Soares, acusada de antecipar mortes de pacientes na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba entregou ontem a defesa da acusada ao Tribunal do Júri da capital. Elias Mattar Assad diz que faltam informações concretas sobre o caso e ainda afirmou que uma testemunha sigilosa acusa um grupo paulista de formar um complô contra o hospital.
Assad pede à Justiça a produção de provas periciais, documentais e a exumação dos sete corpos mencionados no processo. O advogado ainda defendeu que, caso a análise do Instituto de Criminalística seja anexada ao caso, o inquérito teria que recomeçar, para que a defesa seja refeita. O relatório do instituto aponta que cerca de 300 pessoas morreram, entre 2006 e 2013, logo depois de receberem medicamentos e terem o nível de oxigênio reduzido.
O advogado disse ainda que uma testemunha, que mora em São Paulo e quis permanecer em sigilo, aponta um grupo paulista, com interesse na compra do Hospital Evangélico, como o responsável pelo escândalo, por ter, supostamente, induzido pessoas a testemunharem sobre o caso. "Vamos pedir para que ele se identifique, faremos algumas perguntas e tentaremos levá-lo para depor em juízo", disse Assad.

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