Rio - A família do comerciante Chan Kim Chang ainda não decidiu se vai mover uma ação contra o Estado. ''Vamos nos reunir e até segunda-feira teremos uma resposta. Tem uma parte da família que acha que devemos prosseguir com o processo'', disse uma prima de Chang, que se identificou como Cláudia. Abalada e assustada, a família não quis falar, mas negou que venha sofrendo ameaças.
Já o advogado da família, Davi Lopes, afirmou que vai pedir os US$ 30 mil de volta. ''Vamos provar que o dinheiro é legal.'' Ele considerou um excesso levarem Chang para um presídio. ''Pela lei brasileira, ele deveria ser detido para averiguação da origem do dinheiro, mas a prisão foi um abuso de autoridade.''
Chang tinha três pastelarias. A quarta, vendeu pelos US$ 30 mil que resultaram na sua prisão. Em protesto pela morte do comerciante, algumas lojas do gênero não funcionaram ontem. Outras, fecharam as portas mais cedo.
Mesmo sendo de religião budista, o sepultamento de Chang ocorreu dentro dos costumes católicos, porque era desejo dos familiares que ele fosse enterrado na mesma sepultura do pai, segundo informou o advogado. Emocionados, todos fizeram um minuto de silêncio e depois gritaram por Justiça.

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