O advogado de defesa dos dois policiais que tiveram a prisão decretada, Marcelo Motta, afirmou ontem que preferia não se manifestar até que lesse o conteúdo da decisão. ''De qualquer forma, eles vão acatar a ordem do juiz e vão se apresentar.'' Motta disse considerar a prisão ''tecnicamente incabível'' pelo fato dos réus serem primários, terem residência e trabalho fixos.
Já o pai da vítima considerou a decisão do juiz sábia e corajosa. ''Desde o início eles (os policiais) tentaram atrapalhar a justiça e forjar provas. Foi muito sofrimento para toda a família. Meu filho morreu sem o devido socorro, e agora ele não volta mais, mas a sua morte não foi em vão'', disse Zequinha.
De acordo com o juiz, na próxima fase do processo as partes vão apresentar defesa prévia e depois será decidido se os acusados vão a júri popular. Essa decisão, segundo Machado, deverá ser tomada até o final do ano.(S.L.)

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