Advogado deixa caso de brasileiro nos EUA
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quarta-feira, 17 de julho de 2002
Tonica Chagas<br>Agência Estado 
Tonica Chagas
Danbury, EUA - O brasileiro Saul dos Reis Júnior, de 24 anos, acusado de estrangular a americana Christina Long, de 13, que conheceu pela Internet, teve sua situação complicada ontem ao ficar sem seu principal advogado, James Lenihan. Orgulhoso de nunca ter perdido um caso, Lenihan está impedido de representar Reis em Connecticut, por haver queixa contra ele na Justiça de Nova York.
A decisão de afastar o advogado foi tomada pelo juiz Patrick Carrol III, em sessão na Corte Estadual de Danbury, onde Christina morava. A mãe de Reis, Silviane Arruda, chorou ao saber que a defesa do filho foi prejudicada. ''Sabem que ele é um bom advogado e por isso querem tirá-lo do caso.''
O pai de um ex-cliente apresentou queixa contra Lenihan, dizendo que ele não foi ético num acordo em favor de seu filho, ferido num acidente de carro em 1998. Segundo Lenihan, o pai pretendia receber mais do que a companhia de seguros pagou às vítimas.
O advogado Peter Tilem, sócio de Lenihan, passará a representar o acusado na Justiça de Connecticut. Mas Lenihan deve continuar a defendê-lo na Justiça federal Reis vai a julgamento em 8 de agosto pelo crime federal de usar a Internet para seduzir uma menor. Ele também enfrenta processo no Serviço de Imigração por estar com visto de turista vencido.
Lenihan e Tilem queixam-se de não terem recebido cópias completas do que a polícia de Connecticut e o Federal Bureau of Investigation (FBI) consideram provas para incriminar Saul dos Reis Júnior. Os advogados contrataram um investigador particular.
Reis está na prisão de Central Falls, Estado de Rhode Island. Pediu para ficar numa solitária por temer outros detentos e escreve aos parentes e amigos diariamente. A família é evangélica e Silviane diz que o filho também está fazendo um seminário bíblico por correspondência. ''Ele tem esperança de sair da prisão, pois o que aconteceu com ele foi uma tragédia.''
Em mais um caso de relação sexual entre menor e adulto que se conheceram pela Internet, outro brasileiro foi acusado de estupro em Connecticut. Carlos de Carvalho, fisiculturista de 27 anos que vive em Wallingford, teria estuprado uma garota de 16, de Monroe. Carvalho foi denunciado à polícia pela adolescente meia hora depois de sair da casa dela, em 1º de junho. Ao ser indiciado, disse que a relação foi consensual, pagou fiança e vai responder ao processo em liberdade. Dias depois, a garota contou à polícia que já havia convidado para irem a sua casa seis homens que conheceu em salas de bate-papo da Internet e manteve relações com um deles.


