Advogado de Telmo estuda ação contra prisão de agente
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quarta-feira, 15 de dezembro de 1999
Por Eliane Azevedo 
Rio, 15 (AE) - O advogado Carlos Kenigsberg, que representa o funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Temílson de Resende, o Telmo, estuda entrar com uma medida contra a prisão irregular de seu cliente, ontem (14). O mandado de prisão contra Telmo, principal suspeito do grampo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi revogado há um mês, mas a decisão da Justiça, segundo Kenigsberg
não entrou nos computadores da Polícia Federal.
"Houve uma falha da Polícia Federal e um desrespeito", afirmou. "Ele foi abordado e revistado numa via pública, entrou numa viatura e isso é um constrangimento ilegal muito grande." O advogado disse que está consultando seu cliente para decidir o que fazer. Telmo foi preso por policiais da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Delecoie) quando saía do banco, no Centro do Rio. O agente foi liberado duas horas depois.
Apesar de o advogado afirmar que a prisão foi efetuada porque o habeas corpus não constava dos computadores da PF, o chefe da Delecoie, Eduardo da Matta, disse que Telmo havia sido detido porque não respondeu a três intimações para depor no inquérito que apura a participação do coronel reformado da Aeronáutica Eudo Santos Costa, dono de uma empresa de segurança, em grampos telefônicos. Hoje, Telmo compareceu à PF e limitou-se a dizer que não conhece o coronel.


