O advogado do deputado Talvane Albuquerque (sem partido-AL), José de Moura Rocha, entrou ontem com um pedido de habeas corpus preventivo, solicitando a transferência do inquérito da polícia alagoana para a jurisdição da procuradoria-geral da República. Segundo ele, as razões para o pedido são que a polícia alagoana ‘‘por incompetência’’ já ultrapassou o prazo de 30 dias para concluir suas investigações. Albuquerque pode ter seu mandato cassado se houver essa mesma constatação pela comissão de sindicância criada na Câmara para apurar o envolvimento de parlamentares no assassinato da deputada Ceci Cunha (PSDB-AL), no dia 16 de dezembro, em Maceió. Talvane é alvo de duas investigações: uma ética, na Câmara, para apurar se houve quebra de decoro parlamentar e outra penal, na polícia alagoana, na qual aparece como principal suspeito de mandante do assassinato da deputada. O depoimento dos dois assessores de Talvane acusados de executores de Ceci durou oito horas anteontem. O relator da comissão de sindicância, deputado Robson Tuma (SP), afirmou que houve ‘‘contradições importantes’’ nos depoimentos. Tuma tem até o dia 28 para apresentar seu parecer.

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