Advogado de sócios da Macrométrica autoriza quebra de sigilo
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terça-feira, 27 de abril de 1999
Por Renata Rondino 
Rio, 28 (AE) - O advogado dos sócios da Macrométrica Fábio Lyrio e Stêvão Kopschitz, Manoel Messias Peixinho, entregou hoje uma petição ao Ministério Público Federal no Rio autorizando a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de seus clientes. Embora eles ainda não tenham sido convocados pela CPI dos Bancos
Peixinho decidiu se antecipar ao MP, para "mostrar aos clientes da Macrométrica e ao mercado financeiro que Lyrio e Kopschitz não têm nada a esconder"."Meus clientes têm sido vítimas de linchamento público, estão sendo chamados pela mídia de laranjas, de vendedores de informações privilegiadas", afirmou o advogado.
Ontem (27), Peixinho chegou a orientar Lyrio e Kopschitz a adotarem a mesma postura do ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, caso fossem convocados a depor na CPI. Eles assinariam o termo de compromisso de falar apenas a verdade, mas depois ficariam em silêncio.
Hoje, o advogado mudou a postura e afirmou que eles poderão vir a falar, contanto que não haja "tribunal de exceção". "Meus clientes darão depoimentos sem o menor constrangimento, a não ser que sejam pré-julgados e condenados antes de se defenderem", disse Peixinho.
O advogado afirmou também que Lyrio e Kopschitz não têm conta no exterior, e que as notícias envolvendo os nomes dos dois sócios da Macrométrica são "inverídicas e abomináveis". O procurador Davy Lincoln, um dos responsáveis pela investigação dos bancos Marka e FonteCindam, disse que poderá levantar os dados de Fábio Lyrio e Estêvão Kopschitz, se isso for de interesse do Ministério Público.


