Advogado de menor reitera à CPI denúncias sobre herança
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de agosto de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 10 (AE) - O advogado de Luiz Gustavo Nominato, Rommel Parreira Corrêa, reiterou hoje, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário no Senado, as denúncias sobre a dilapidação da herança de cerca de R$ 30 milhões recebida pelo menor em 1987, quando morreu o pai dele, Washington Nominato. Ele acusou o então titular da Vara de àrfão e Sucessões de Brasília, hoje vice-presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal, desembargador Asdrubal Zola Vasquez Cruxên, de comandar o esquema de desvio de dinheiro e bens do espólio.
Munido de dados constantes no inquérito feito pelo Banco Central (BC) para investigar a situação do Consórcio Itapemirim e do inquérito policial feito a pedido do Ministério Público (MP), Corrêa mostrou os caminhos seguidos para dilapidar o patrimônio. Ficou provado que os adminsitradores indicados por Cruxên vendiam a "parte boa" das empresas, mas mantinha como ônus do herdeiro o pagamento de impostos e de encargos trabalhistas. Luiz Gustavo vive em companhia da mãe, Miramar da Silveira Rocha, em situação de dificuldades. Ele é cobrado na Justiça pelas despesas dos bens vendidos.
De acordo com o advogado, em 1991, Cruxên autorizou os administradores a venderem o Consórcio Itapemirim, que foi considerado o segundo maior do País. Isso foi feito com documentos falsificados e de forma ilegal. O juiz da 2ª Vara Cível de Brasília, Esdras Neves, anulou a venda em junho, por entender que, entre outras irregularidades, a transação foi feita sem a autorizçaão do BC. A decisão, porém, não terá efeitos práticos, uma vez que o grupo foi liquidado em 1996.


