Rio, 08 (AE) - O advogado Nélio Machado, que representa o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Gros, disse hoje que o Ministério Público (MP) do Rio não deve conseguir a cassação da liminar que suspendeu o inquérito contra seu cliente. Na sexta-feira, o desembargador Raudênio Bonifácio Costa, do Tribunal Regional Federal do Rio, concedeu a liminar à Advocacia Geral da União (AGU).
O MP está investigando a proposta do banco BFC, do qual Gros é sócio, de pagar uma dívida junto ao BNDES com títulos da Eletrobrás pelo valor de face, enquanto, no mercado, esses papéis são negociados por preços menores. "O MP tem uma postura de caça às bruxas", atacou Machado.
A AGU alega que cabe unicamente ao presidente da República decidir se o executivo nomeado é apto para ocupar o cargo. O inquérito ficará suspenso até que o MP consiga cassar a liminar. Por enquanto, está suspenso também o depoimento que Gros daria aos procuradores encarregados do caso, Silvana Batini e Rogério Nascimento, na próxima sexta-feira.

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