São Luís, 12 (AE) - O processo de cassação do deputado estadual José Gerardo de Abreu (PPB), acusado de comandar o crime organizado no Maranhão, deverá ser votado até quinta-feira (18). Mas o advogado do deputado, Pedro Calmon, disse hoje que a Assembléia Legislativa não dispõe de provas suficientes para a perda de mandato. Calmon alega que a presidente da Comissão de Ética da Assembléia sonegou informações à defesa e não consentiu o depoimento de testemunhas favoráveis a Gerardo. Na Assembléia, a maioria dos deputados é favorável à cassação.
O presidente da Casa, deputado Manuel Ribeiro (PSD), disse que vai renunciar caso o mandato de Gerardo seja mantido. Hoje, a CPI do Crime Organizado pediu a prisão do delegado de polícia Paulo Roberto Carvalho e da agente policial Ilce Gabina. Carvalho foi preso acusado de falso testemunho no depoimento prestado à CPI e Ilce é suspeita de envolvimento no assassinato do delegado Stênio Mendonça.
Os peritos da Gerência de Justiça e Segurança Pública do Maranhão identificaram nove ônibus da empresa de Gerardo com os chassis adulterados. Com isso, a prefeitura de São Luís determinou a retirada de circulação dos veículos, até que sejam esclarecidas as denúncias. A polícia maranhense já prendeu 25 pessoas suspeitas de ligação com o crime organizado e ainda tem 15 mandatos de prisão para cumprir. Entre os presos, estão um ex-deputado, um prefeito e três delegados.

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