O advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Darcy Frigo, acusou o soldado Joel de Lima Santana, 38 anos, de atirar com a intenção de acertar os sem-terra. Frigo disse que Antônio Tavares Pereira nem sequer se aproximou dos policiais. ‘‘Ele foi baleado no lado direito da barriga, o que prova que o Antônio nem estava indo em direção aos PMs, mas atravessando a pista’’, afirmou.
Sobre as agressões contra os policiais e as viaturas, o advogado respondeu que os sem-terra só resolveram atacar ao notar que Pereira tinha sido baleado.
Frigo afirmou que se Santana for julgado pela Polícia Militar, o corporativismo irá prevalecer e ele será inocentado. ‘‘A postura do governo do Estado, que é o responsável direto por esta tragédia, mostra que eles querem se eximir dos crimes que foram cometidos’’, afirmou.
O advogado Ricardo de Macedo Filho, que defende Ismair Trindade, disse que ele não atirou em ninguém durante o confronto. Os vestígios encontrados em sua mão seriam resultantes de uma bomba de efeito moral que estourou em cima do sem-terra. O advogado respondeu que Trindade ainda não foi julgado pelo crime de homicídio. ‘‘O secretário só falou besteira’’, disse. Trindade não teria tido direito de defesa durante o processo. (D.V.)

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