A advogada de defesa do motoboy Francisco de Assis Pereira, de 30 anos, Maria Elisa Munhol, reconheceu que sabia desde quarta-feira que o cliente era o responsável pela morte de nove mulheres. Segundo ela, Pereira pediu que a advogada o perdoasse, em nome das vítimas.
‘‘Continuei a alegar a sua inocência por respeito ao sigilo profissional; sou um padre’’, justificou. ‘‘Mas não sei como a revista ‘Veja’ ficou sabendo da história’’, alegou. A revista obteve uma gravação da confissão extra-oficial na quinta, quando a polícia ainda não tinha o depoimento do motoboy.
Maria Elisa sustentou que o cliente não a informou que havia dado a entrevista à revista. ‘‘A única explicação que tenho para isso é um exibicionismo muito grande de Francisco.’’
Maria Elisa garantiu que que vai interpelar judicialmente os responsáveis pela informação de que ela teria sido ‘‘comprada’’ pela ‘Veja’. ‘‘Só entraram no prédio pessoas identificadas como sendo do escritório dos advogados de defesa’’, informou o secretário-adjunto de Segurança Pública do Estado, Luiz Antonio Alves de Souza.

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