Curitiba-Os golpistas entraram de vez no mundo virtual e um novo tipo de pirataria atingiu uma advogada paranaense na semana passada. A autora do livro ''Advocacia: Planejamento para Escritórios de Advocacia - uma ferramenta para competir'', Lara Cristina Alencar Selem, encontrou mensagens eletrônicas oferecendo a venda de seu livro em formato digital (e-books) por uma empresa que seria de Porto Alegre.
Lara, que mora em Maringá, lançou o livro em maio de 2003 e ficou sabendo da pirataria através de um colega de profissão. ''Um advogado do interior de Goiás recebeu um spam (mensagens enviadas em massa para a correio eletrônico de várias pessoas) sobre o livro e procurou meu nome na internet. Ele encontrou meu e-mail e disse que estava interessado no assunto mas tinha achado suspeito'', explicou a advogada. A empresa instruía os interessados a depositar R$ 49 em uma conta que seria de Uruguaiana (RS).
Em seguida, Lara acionou sua editora, a Juruá, que fica em Curitiba, e desde então procura pela suposta empresa. ''É difícil encontrar porque nem páginas na internet sobre eles conseguimos achar'', disse. Até agora, foram encontrados apenas os e-mails dos falsificadores e a advogada espera entrar com uma ação judicial para conseguir a quebra de sigilo bancário da conta corrente divulgada, para então chegar aos criminosos.
De acordo com dados da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi), o prejuízo anual com obras audiovisuais pirateadas no Brasil chega a Brasil R$ 370 milhões. ''É um sentimento horrível ter o nome vinculado a essas coisas, principalmente porque isso pode ter uma repercussão ruim para minha imagem. Além disso, não tem como garantir a qualidade do produto'', desabafou a advogada, que alerta para que os consumidores prestem bastante atenção nestes tipos de anúncios e sempre comprem diretamente das livrarias ou da editora.

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