Londrina - A advogada criminal Samara Cristina Monteiro Pinheiro, de 37 anos, presa na terça-feira em Londrina pela Polícia Civil por suspeito de fazer parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi transferida ontem no final da tarde para uma sala especial no 3º Distrito Policial, na zona oeste de Londrina, após uma determinação judicial. Por ter curso superior, Samara tem direito a prisão especial.
De acordo com o delegado que comanda as investigações, Edgard Soriani, a advogada ficou detida até ontem na 10Subdivisão Policial (SDP). Houve dificuldade para encontrar um lugar para transferi-la dentro do que prevê a lei. ''Uma das alternativas seria o 5º Batalhão da Polícia Militar, mas também não conseguimos'', explicou o delegado.
O porta-voz da PM, capitão Nelson Villa, informou que o Batalhão já não tem mais nenhuma cela especial e por isso não teria condições de recebê-la.
O advogado Luiz Gaya, que defende Samara, relatou que ainda está estudando os detalhes do inquérito policial e posteriormente vai definir pelo pedido de revogação da prisão preventiva.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Londrina, Elizandro Pellin, informou que a intenção da Ordem é que todo advogado que cometa crimes seja excluído dos quadros da entidade. Porém, ele ressaltou que a advogada tem o direito ao contraditório, à defesa plena e à presunção da inocência.
''Vamos solicitar a cópia das denúncias contra ela e dependendo do que for constatado poderemos abrir um procedimento disciplinar que pode levar à suspensão ou até à exclusão dos quadros da OAB'', afirmou o presidente.
A polícia ainda não conseguiu localizar duas pessoas que também tiveram os pedidos de prisão decretados, mas seguem foragidas. Um deles seria o líder do grupo que praticava crimes como tráfico de drogas, roubo e furto de veículos em Londrina e região.

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