Rio, 01 (AE) - A advogada Mônica de Souza Guimarães, de 33 anos, foi assassinada com um tiro na nuca em seu apartamento na Rua Moreira e Silva, Maracanã, zona norte, na noite de quarta-feira (31). Segundo o marido de Mônica, o também advogado
Ubirajara Ramos Júnior, quando ele chegou em casa, às 22h, o corpo da mulher estava estendido no chão do quarto do casal. Ele disse que chamou a polícia logo depois.
O delegado titular da 12ª Delegacia de Polícia Civil, Hermano Sptz, disse que a vítima conhecia o assassino porque não havia sinais de arrombamento na porta do apartamento e nada foi roubado. "Nós estamos investigando a hipótese de ter sido um crime passional", afirmou ele.
De acordo com Sptz, o fato de tanto Mônica quanto Ramos terem ex-marido e ex-mulher, respectivamente, aumenta esta possibilidade.Hoje de madrugada, Ramos esteve na 12ªDP e entregou à polícia uma pistola 380 de sua propriedade, que estava em um cofre do apartamento.
A polícia vai fazer exame balístico para verificar se é a mesma arma usada para matar Mônica. Apesar do contato com a polícia, Ramos ainda não prestou depoimento oficialmente porque estaria muito abalado.
Sptz também vai convocar para depor as seis pessoas que trabalharam do edifício na noite do crime. Ele disse estar tendo dificuldades para encontrar estas pessoas por causa do feriado da Semana Santa. Até segunda-feira, o delegado espera ouvir todas as testemunhas.

mockup