Advogada detida acusada de furto obtém liberdade
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de abril de 2000
Por Adriana Moreira 
São Paulo, 05 (AE) - A advogada Célia Santos Simioni, de 45 anos, presa terça-feira acusada de tentar furtar chocolates no supermercado Pão de Açúcar da Avenida Angélica, deveria receber o alvará de soltura na noite de ontem. Antonio Ruiz Filho, um dos advogados da acusada, informou que o juiz Cesar Andrade de Castro concedeu hoje à tarde o pedido de liberdade provisória, com fiança de R$ 1 mil.
De acordo com Ruiz Filho, nesses casos, o primeiro procedimento é libertar o cliente. Ela passou a noite numa cela do 89º Distrito Policial. O advogado afirmou ter falado com a advogada por poucos minutos. "Célia afirmou apenas que era inocente e foi muito maltratada pelos funcionários da loja."
O boletim de ocorrência, feito em flagrante, registra que teriam sido encontradas dentro de sua bolsa duas barras de torrone e três caixas de bombons importados. Duas funcionárias da loja, Paskalina Vandore Santicioli e Naiza Barbosa Nascimento
apresentaram-se como testemunhas do furto.
A advogada teria sido abordada pelas funcionárias do supermercado quando preparava-se para sair com seu carro Mitsubishi. Segundo a Assessoria de Imprensa do Pão Açúcar, um dos funcionários disse a Célia que ela esquecera de pagar as compras. Dois policiais teriam passado pelo local. Célia teria então fugido correndo, sendo detida pelos oficiais.
Casada, Célia é mãe de três filhas e mora em um prédio no bairro do Paraíso, na zona sul. A pena por furto varia de um a quatro anos de prisão.


