São Paulo, 11 (AE) - A advogada Rosa Maria de Almeida Silveira entrou com um requerimento hoje na Corregedoria da Polícia Civil denunciando omissão de socorro por parte de policiais que investigam a máfia dos fiscais.
Segundo ela, em depoimento prestado ontem na Divisão de Registros Diversos (Dird), seu cliente, Carlos Alberto Nishkawa, passou mal enquanto era ouvido pela delegada Juliana Godoy Rodrigues.
A advogada denuncia omissão de socorro por parte dos policiais.
Segundo ela, no momento em que passou mal, Nishkawa foi levado para o Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP)
onde não foi atendido por falta de vagas. Novamente, ele teria sido reconduzido para o Dird, para concluir o depoimento. "Eles deveriam tê-lo levado para outro hospital", disse a advogada.
"Ele me falou que a delegada teria sido ríspida com ele", disse Rosa Maria, que à noite foi ao Dird solicitando um novo depoimento. "Ele não estava em condições de falar", disse Rosa.
Nishkawa é dona de uma das floriculturas que atendem o Serviço Funerário Municipal. O órgão está sendo investigado pela polícia por supostas irregularidades administrativas.
Hoje à noite, segundo a advogada, Nishkawa estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marina. "Os médicos ainda não sabem se ele teve um enfarto", disse Rosa.
A delegada Juliana Rodrigues pertence à equipe do delegado Itagiba Franco. "Acho muito difícil que ele ter sido ameaçado pela delegada, que está fazendo um excelente trabalho", disse Franco. No início da noite, ele conversou com a delegada, que negou qualquer tipo de coação e constrangimento. "Ela me disse que o depoimento foi normal e ele não teve nenhum problema de saúde", disse Franco.
O depoimento, segundo o delegado, ratifica informações prestadas anteriormente por outras testemunhas. "Não havia nada de comprometedor no depoimento", observou Franco.

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