São Paulo- O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), relator da CPI do Tráfico de Armas, disse ontem que a advogada Maria Cristina de Souza Rachado, suspeita de ter comprado o áudio de uma sessão secreta da comissão de um ex-funcionário da Casa, está sendo ouvida como indiciada pelo crime, e não mais como testemunha.
A advogada do líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho (o Marcola) prestou depoimento à CPI ontem. Pimenta comunicou o indiciamento dela durante um intervalo da sessão solicitado pela própria advogada, que foi ao banheiro. Ela sentiu-se mal durante a pausa e estava sendo atendida por um médico, às 17h10.
Para a CPI, Maria Cristina e o advogado Sérgio Wesley da Cunha são ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e pagaram R$ 200 a um ex-funcionário da Casa pela gravação da audiência reservada com os delegados da Polícia Civil de São Paulo Godofredo Bittencourt e Rui Ferraz Fontes, do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado). Os parlamentares da CPI pediram a prisão dos dois advogados à Justiça Federal ainda na semana passada.
Maria Cristina complicou-se ao menos duas vezes durante seu depoimento. Ela não conseguiu explicar em que circunstâncias manteve contato por e-mail com o ex-funcionário responsável pela gravação da CPI e como recebe os honorários supostamente pagos por familiares de Marcola. A advogada chorou durante o depoimento. ''Não existem provas de que eu tenha cometido algum delito'', disse.

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