Adriana, 21 anos, há 8 está longe de seus pais
Adriana Assaoka Hayashi, 21 anos, mora sozinha há dois anos e há oito não sabe o que é ter o pai e a mãe dentro de casa. Eles foram para o Japão quando ela tinha 13 anos. Mais recentemente, os dois irmãos também foram e Adriana agora conta só com a presença da avó e de uma tia, que moram por perto.
Agora ela se diz acostumada e acha até que não conseguiria mais viver em família, mas nos primeiros anos a adaptação não foi muito fácil. Sentia falta do carinho de mãe, principalmente quando ficava doente. Numa época em que teve um problema sério de tireóide, a mãe veio socorrê-la e Adriana acabou indo para o Japão também, onde permaneceu por três anos. Vi como eles trabalham e aprendi a dar valor ao dinheiro que mandam para nós. Foi uma boa experiência de vida, define.
Adriana reconhece que muitos jovens em situação parecida à sua não conseguem enfrentar a realidade com tanta tranquilidade. Alguns se revoltam, mas eu procurei pensar que eles (os pais) estavam indo para dar uma vida melhor para nós, diz, contando que graças à ida dos pais para o Japão conseguiu estudar em boas escolas. No primeiro ano de faculdade, Adriana revela que pensa em visitar o país de origem de seus familiares em breve. Talvez eu vá no final do ano e fique por lá uns três meses, num emprego temporário, mais para visitá-los.
Adriana Hayashi acha que a ausência dos pais não foi tão prejudicial para sua vida. Mas quando questionada se teria coragem de deixar seus próprios filhos para trabalhar do outro lado do mundo, ela tem a resposta na ponta da língua: Não. (S.L.)





