Adolfo Lutz confirma
contaminação de soro
Agência Estado
CAMPINAS - O Instituto Adolfo Lutz de Campinas, interior de São Paulo, confirmou ontem que 17 amostras da Nutrição Parenteral Prolongada (NPP), fabricadas pelo Laboratório Tecnopharma, estavam contaminadas pela bactéria Enterobacter cloacae. O soro é suspeito de ter provocado a morte de pelo menos 23 pessoas no Estado. O instituto deve divulgar na próxima semana o resultado dos exames em 31 componentes que servem de matéria-prima para a solução.
A Divisão Regional de Saúde, que divulgou o laudo, informou que o resultado do exame feito nas 17 amostras não é suficiente para responsabilizar o laboratório pelas mortes. ‘‘Para isso, precisamos saber como os soros foram contaminados’’, explicou o médico Igor Del Guércio, que chefia a comissão formada pela Secretaria de Estado da Saúde e pela prefeitura para investigar o caso.
O médico argumentou que só após serem investigados todos os itens usados na produção da NPP será possível identificar se houve falha do laboratório. Para isso, segundo ele, é necessário o exame dos componentes que servem de matéria-prima na produção do soro. O lote de NPP suspeito de estar contaminado foi distribuído para 27 hospitais no Estado.

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