Adolesite orienta jovens sobre aids
Adolesite orienta jovens sobre aids14/Mar, 20:26 Por Chico Araújo Brasília, 14 (AE) - A incidência de casos de aids está aumentando na faixa etária de 30 a 49 anos. Mas na faixa dos 15 aos 29 anos a tendência é de queda, disse hoje o ministro da Saúde, José Serra, ao lançar uma página na Internet chamada "Adolesite", para responder as dúvidas dos jovens sobre a doença. O site, interativo, pode ser acessado no endereço www.adolesite.aids.gov.br. Ele orientar sobre prevenção à doença como evitar gravidez e usar corretamente a camisinha, além de alertar sobre o perigo do uso de drogas. De setembro a novembro do ano passado o País registrou 9.282 casos da doença. Agora são 179.541 casos notificados de aids no Brasil. Desse total, 135.390 doentes são homens e 44.151 mulheres. O aumento de casos na faixa dos 30 aos 49 anos é consequência da falta de uso do preservativo, explica o ex-coordenador do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids), Pedro Chequer. Segundo o Ministério, as maiores incidências de casos acumulados de aids por 100 mil habitantes estão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. A taxa de São Paulo é a mais elevada: 265,3 casos. De acordo com Serra, a notificação de casos novos mantêm-se "estável" desde 1986. Atualmente o País diagnostica uma média de 21 mil novos casos da doença por ano. Preservativos - Para o ministro Serra, os resultados positivos obtidos no combate à aids são reflexo da eficácia das campanhas de prevenção. O ministro cita, entre os exemplos, o aumento do uso de preservativo: de 70 milhões de unidades em 1993 para mais de 300 milhões no ano passado. O preservativo é usado para 44% dos jovens de 16 aos 25 anos. Nessa mesma faixa etária, nas relações eventuais, o presevativo é usado por 87% dos jovens. Já na primeira relação, o percentual sobiu de 4% em 1986 para 48% em 1998. Este ano, o governo pretende distribuir 200 milhões de camisinhas masculinas e 2 milhões de preservativos femininos. Medicamentos - O ministro José Serra anunciou que até o final deste ano o País estará produzindo 75% dos remédios utilizados no tratamento da aids. Até a metade deste ano a produção atenderá 42% das necessidades internas. Em abril, o ministério deve colocar no mercado novos medicamentos usados no coquetel anti-aids. Os remédios são produzidos por laboratórios estatais, como o da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro. A produção estatal dos anti-retrovirais garantiu economia de R$ 520 milhões com a compra de remédios. Segundo Serra, as multinacionais reduziram em até 10% os preços dos anti-retrovirais devido à produção dos remédios. Até hoje, disse Serra, o Ministério da Saúde havia recebido apenas 780 propostas para o projeto Aids II, que financia programas comunitários e de organizações não-governamentais (ONGs) que trabalham com prevenção à aids. Desse total, cerca de 450 projetos deverão ser financiados com recursos do programa, que investirá este ano US$ 10 milhões no País. Chequer - Serra deu posse hoje ao novo coordenador do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Adis (CN-DST/Aids) do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira. Ele vai substituir Pedro Chequer, que será consultor do Programa Conjunto das Nações Unidades em Aids (Unaids) para a América Latina e Caribe. O novo coordenador do DST/Aids, Paulo Teixeira, é médico dermatologista com especialização em saúde pública e epidemiologia, além de ser um dos pioneiros na luta contra a aids no Brasil. Teixeira foi o criador do primeiro programa de combate à doença, em São Paulo, em 1983.





