Londrina - Dois adolescentes de 14 e 17 anos suspeitos de participarem da tentativa de assalto contra a empresária Isabella Garcia Lopes, de 49 anos, na quinta-feira no Centro de Londrina, foram apreendidos pela Polícia Civil por volta das 16 horas de ontem. A vítima foi atingida por um disparo na cabeça e encaminhada em estado gravíssimo para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
''O de 14 anos confessou que realizou o disparo e inclusive uma testemunha o reconheceu. Já o de 17 anos participou da fuga'', afirmou o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial(SDP), Márcio Amaro.
O crime aconteceu no cruzamento da Avenida Juscelino Kubitschek com a Rua Pernambuco. Isabella estava no banco de passageiros de um Tucson quando foi abordada.
A vítima levou um tiro na cabeça, foi socorrida no local e levada para o Hospital Evangélico, de onde foi tranferida de avião para o Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Até o fechamento da edição, a família não passou novas informações sobre o estado de saúde da paciente.
Segundo a polícia, os adolescentes estavam escondidos no Jardim São Jorge e decidiram se entregar no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Acusado de Ato Infracional (Ciad). ''Enquanto estávamos realizando buscas no bairro nos informaram que eles haviam pego um ônibus para o Ciad então os seguimos até lá'', explicou o delegado. A suposta arma do crime, um revólver 32, também foi encontrada no bairro, mas em outro endereço. Um homem de 29 anos, que também teria participado da ação, continuava foragido até o fechamento da edição.
''No momento do assalto estavam no ponto de ônibus, próximo ao semáforo, o menor de 14 anos armado e ao seu lado o maior que já tem passagens por porte de arma e roubo. Foi esse maior que sinalizou para que o adolescente roubasse'', explicou o delegado. Durante o assalto o outro adolescente de 17 anos apreendido estava no veículo utilizado na fuga.
O crime chocou a população. Ainda na quinta-feira amigos da vítima começaram um movimento na rede social Facebook intitulado ''Londrina acorda! Segurança já!''. ''À noite estávamos com 18 seguidores, quando olhei de manhã já eram mais de 300'', contou Cibele Donabel, amiga da vítima.
Ontem à tarde mais de 700 pessoas haviam aderido. ''Pedimos para que as pessoas colocassem faixas pretas nas janelas ou sacadas, como sinal de luto e protesto'', contou a empresária.
De acordo com o coordenador do Centro de Estudos de Segurança Pública da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Bodé, casos como o de Isabella geram um ''impacto social muito grande'', devido às circunstâncias que envolvem o crime. ''Uma das principais causas de crimes como esse é a facilidade com que delinquentes conseguem obter armas'', disse.

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